13/05/2026
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China pede estabilidade global antes de cúpula com Trump

China pede estabilidade global antes de cúpula com Trump

A China afirmou nesta segunda-feira (11) que deseja trabalhar com os Estados Unidos para trazer mais estabilidade às relações internacionais. A declaração ocorre antes da visita do presidente americano, Donald Trump, ao país asiático para uma cúpula de três dias com o líder chinês, Xi Jinping. O encontro está marcado de quarta a sexta-feira.

A visita foi adiada do final de março por causa da guerra no Oriente Médio. Esta é a primeira vez desde 2017, durante o primeiro mandato de Trump, que um presidente dos EUA vai à China. Joe Biden, sucessor de Trump, não visitou o país durante seus quatro anos de governo.

As relações comerciais devem ser o principal tema das negociações. Nos últimos meses, os dois países trocaram tarifas e restrições. Antes da cúpula, os negociadores comerciais de ambos os lados — o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent — vão se reunir em Seul.

Em outubro, Xi e Trump concordaram com uma trégua temporária na guerra comercial. A expectativa é que a trégua seja estendida durante a visita. Outro assunto em pauta será a crise no Oriente Médio, que começou com o ataque de Israel e dos EUA contra o Irã em 28 de fevereiro.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, disse que o país quer cooperar com os EUA com base no respeito e nos interesses mútuos. O objetivo, segundo ele, é gerenciar as diferenças e trazer mais segurança a um mundo instável.

A China é afetada diretamente pela guerra no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do gás e petróleo do mundo, impacta o país. Trump chega à China na noite de quarta-feira, segundo Anna Kelly, porta-voz adjunta do governo americano.

Na quinta-feira, está prevista uma cerimônia de boas-vindas e uma reunião bilateral com Xi Jinping em Pequim. À tarde, Trump visitará o Templo do Céu, e à noite, participará de um banquete de Estado. Na sexta-feira, os dois líderes terão um chá bilateral e um almoço de trabalho antes do retorno de Trump a Washington.

A China é a principal importadora de petróleo do Irã. Mais da metade do petróleo chinês transportado por via marítima vem do Oriente Médio e passa pelo Estreito de Gibraltar, segundo a empresa de pesquisa Kpler. O país começa a sentir os efeitos da guerra, mas está mais preparado que seus vizinhos para lidar com a crise.

Especialistas apontam que Xi Jinping chega à cúpula em posição de força em relação a Trump, que está envolvido no conflito do Oriente Médio e sob pressão das eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro. Desde o início da guerra, Pequim moderou as críticas aos EUA e o apoio ao Irã.

Guo Jiakun disse que a China continuará a ter um papel positivo na resolução da crise. O Departamento de Estado dos EUA anunciou sanções contra três empresas na China acusadas de fornecer imagens de satélite ao Irã. A China se opõe às sanções, classificando-as como unilaterais e ilegais.

O Departamento do Tesouro dos EUA também sancionou empresas na China continental e em Hong Kong por suposta contribuição ao fornecimento de armas ao Irã. Analistas duvidam que Pequim ceda à pressão americana sobre o Irã e acreditam que a China buscará conquistas concretas na cúpula, mesmo que mínimas, como em relação às tarifas.

Sobre o autor: Centro de Noticias

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