15/08/2026
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CBF aposta em superação para amenizar fracasso na Copa

CBF aposta em superação para amenizar fracasso na Copa

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recorreu a campanhas de marketing com discurso de superação antes e depois do fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo. O Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela primeira vez em 36 anos.

Meses antes do Mundial na América do Norte, a CBF investiu na campanha “Bate no Peito”. A iniciativa, segundo a confederação, nasceu como um “chamado para que os brasileiros voltem a confiar, torcer e se orgulhar de uma das maiores histórias do futebol mundial”.

A ação publicitária teve como história central a jornada de superação. A ideia era mostrar que, como o torcedor brasileiro, a seleção pentacampeã havia enfrentado momentos difíceis e superado todos eles. Os marqueteiros da CBF afirmaram que a relação entre os brasileiros e a seleção vai além dos resultados porque “vive no peito de cada torcedor”.

Os torcedores, no entanto, reagiram mal à queda nas oitavas para a Noruega, mais um europeu sem título mundial. Eles passaram a criticar os atletas, o técnico Carlo Ancelotti e o presidente Samir Xaud.

A CBF respondeu divulgando um vídeo motivacional. Novamente evocando o histórico de resiliência, a entidade disse que a redenção virá em 2030, quando a seleção terá completado 28 anos sem um título mundial. A ação gerou mais críticas nas redes sociais.

“Não foi fácil escrever este filme. Porque a gente sabe o que vocês estão sentindo. Que esse túnel parece não ter fim. Que esse hexa não sai”, diz um trecho do vídeo.

O Brasil foi o único país cuja seleção foi convocada com um megaevento. Enquanto outras seleções preferiram a discrição, a CBF armou um evento no Museu do Amanhã, no Rio, para mais de mil convidados. Houve longos discursos, peça de teatro, vídeo de patrocinador e shows de João Gomes, Dilsinho, Ludmilla e Samuel Rosa. O anúncio dos 26 nomes que disputariam a Copa, incluindo o de Neymar, foi transformado em festa, evento chamado de “circo” pelos críticos.

Em setembro de 2025, a CBF dividiu seu departamento de marketing em duas áreas. Uma ficou dedicada aos acordos da seleção, com foco na Copa de 2026. A outra cuida da elaboração dos contratos para as competições que a entidade organiza.

A gestão atual assumiu em maio de 2025 sem um diretor de marketing. Lênin Franco havia deixado o cargo no início de abril, e Ednaldo Rodrigues, antecessor de Samir Xaud, não indicou substituto. Em junho, Cláudio Gomes foi nomeado.

Gomes tem experiência na federação de Santa Catarina e boa relação com Flávio Zveiter, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e hoje um dos oito vices da CBF. Ele foi indicado por Rubes Angelotti, de Santa Catarina, e outro vice de Xaud.

Sobre o autor: Centro de Noticias

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