15/07/2026
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CBF renova Ancelotti com 64% e torcida questiona

CBF renova Ancelotti com 64% e torcida questiona

O diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, classificou como positivo o ciclo de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. A declaração, no entanto, contradiz os números obtidos pelo técnico durante sua passagem.

Ancelotti, que recebe um salário de R$ 5 milhões, encerrou o período com 64,7% de aproveitamento. O contrato do treinador foi renovado até 2030. Para efeito de comparação, Tite deixou a Seleção com mais de 80% de rendimento e saiu sob forte pressão. A própria CBF mudou a régua da cobrança.

Um dado chama a atenção na eliminação para a Noruega. O Brasil terminou a partida com apenas 34% de posse de bola. Não foi contra França ou Espanha. Foi uma equipe da prateleira inferior na Europa que dominou a Seleção Brasileira durante todo o jogo.

Para entender o que significa 34%, uma comparação ajuda. Seria como um gerente de banco passar quase 70% do expediente sem conseguir atender seus clientes. Ou um supermercado abrir as portas com apenas um terço das mercadorias nas prateleiras. Um motorista de aplicativo aceitar apenas uma corrida a cada três chamadas. Em qualquer profissão, esse desempenho seria um problema, não motivo para promoção.

No futebol da CBF, aconteceu o contrário. Um trabalho com desempenho inferior ao do antecessor e uma eliminação marcada pelo domínio do adversário virou justificativa para renovar um contrato até 2030, pagando mais do que qualquer outra seleção do mundo.

Rodrigo Caetano tem o direito de defender Carlo Ancelotti. O que não pode é tentar convencer o torcedor de que os números contam uma história diferente daquela que todos assistiram dentro de campo.

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