29/07/2026
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Durigan: reduzir gastos, endurecer arcabouço e modernizar Estado

Durigan: reduzir gastos, endurecer arcabouço e modernizar Estado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que os próximos passos na agenda econômica do país incluem a redução dos gastos obrigatórios, o endurecimento do arcabouço fiscal e a modernização do Estado. Segundo ele, com a queda da taxa básica de juros, haverá “um boom” de investimentos no Brasil. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

“Qual é o próximo passo? Diminuir o gasto obrigatório, manter a nossa regra de gasto do arcabouço, ou mesmo endurecê-la um pouco mais para dar esse sinal de credibilidade. E modernizar o Estado. Nós temos que acabar com a declaração de imposto de renda, as notas fiscais têm que ser unificadas na nova reforma tributária, sem trabalho para as pessoas, sem o Estado ser um estorvo. O Estado tem que ser solução, tem que ser útil para as pessoas”, declarou Durigan.

O ministro também fez uma avaliação sobre as medidas de controle das contas públicas. Para ele, o governo precisa “seguir transformando regras internas” para diminuir o gasto obrigatório. Caso contrário, disse, o presidente só “apertará o botão”, em referência ao aumento das despesas não discricionárias.

Na entrevista, Durigan classificou o presidente da Argentina, Javier Milei, como “palhaço”, ao comentar as falas do chefe de Estado argentino com ataques ao governo brasileiro. Milei afirmou que confia em Flávio Bolsonaro (PL) para “conseguir parar a escória socialista”.

“Não dá para entrar na onda que o Brasil vai virar o apocalipse e vai ter problema”, avaliou Durigan, ao comentar os indicadores econômicos positivos do país, como a mínima na taxa de desemprego. Ele ponderou, no entanto, que os desafios da economia brasileira ainda não estão resolvidos, citando as taxas de juros elevadas e o endividamento.

Com o custo de crédito alto, a economia tende a desacelerar, mas não há recessão projetada. Na avaliação do ministro, falar em recessão é um exagero. “Me parece que eleições são usadas para forçar a barra”, mencionou.

Durigan também afirmou que há um desafio importante na trajetória fiscal do país e prometeu buscar soluções para uma dinâmica mais sustentável dos gastos públicos. Ele garantiu que a situação fiscal para o próximo governo será melhor do que a encontrada por ele e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nós temos um importante desafio nas contas públicas de trajetória. Não é um desafio urgente, iminente, que vai quebrar o País ano que vem, porque não se trata disso. Se trata de, prontamente, de maneira urgente, apresentar soluções que mostrem uma trajetória do gasto público brasileiro que seja mais sustentável com a realidade do País”, afirmou.

Segundo o ministro, o Congresso tinha uma lista de pautas-bomba para votar neste ano, mas elas foram travadas graças ao seu trabalho na Fazenda. Ele disse ainda que a taxa de juros alta é um problema que se resolve com ajuste fiscal e busca por eficiência. “Veja que o Congresso Nacional tinha uma lista de projetos para votar até o primeiro semestre. Não votou, graças ao meu trabalho aqui em Brasília”, disse.

Durigan repetiu que enviará o Orçamento de 2027 sem surpresas e que os gastos públicos, incluindo os da Secretaria de Comunicação Social (Secom), são previstos e seguem os limites fiscais, sujeitos a bloqueios orçamentários.

Sobre o autor: Centro de Noticias

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