16/07/2026
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EUA e Irã fecham acordo histórico para paz no Oriente Médio

EUA e Irã fecham acordo histórico para paz no Oriente Médio

Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo nesta segunda-feira (15) para estabelecer o fim imediato da guerra no Oriente Médio, incluindo o conflito no Líbano. O texto deve ser assinado na sexta-feira (19), em Genebra.

O teor do acordo não foi divulgado, mas o Irã indicou que as negociações devem começar em, no máximo, 60 dias. O objetivo é alcançar um acordo definitivo em questões como o programa nuclear e as sanções contra a economia iraniana.

O compromisso foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito, que o chamou de “passo histórico em direção à paz”. Washington e Teerã confirmaram a informação.

“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Donald Trump em sua plataforma Truth Social. “Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, completou.

Pouco depois, Trump afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira. A agência iraniana Fars, no entanto, disse que o Irã incluiu uma cláusula sobre o pagamento de pedágio no Estreito de Ormuz.

“Nos momentos finais da negociação, o texto do memorando de entendimento recebeu uma emenda para enfatizar a soberania do Irã e de Omã sobre o Estreito de Ormuz”, indicou a agência. “O uso do termo ‘serviços marítimos’ significa que os Estados Unidos aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã”, acrescentou.

O fechamento do estreito afetou a economia mundial, com inflação em alguns países e problemas de abastecimento de fertilizantes. Segundo o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o acordo põe “fim imediato à guerra”.

Uma fonte diplomática indicou que os dois países manterão negociações indiretas no Catar antes da assinatura. O conteúdo do acordo, após semanas de negociações tensas, não foi divulgado. Trump afirmou ao The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio. Gharibabadi declarou que as próximas conversas abordarão o fim das sanções e a questão nuclear.

Israel reagiu e anunciou que seu Exército “permanecerá nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período ilimitado”, segundo o ministro da Defesa, Israel Katz.

A comunidade internacional recebeu o acordo com alívio. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esperar que as partes aproveitem o novo impulso. Reino Unido, França, Alemanha e Itália celebraram o acordo e afirmaram que estão dispostos a suspender sanções. Egito e Arábia Saudita também elogiaram o pacto.

Em Teerã, o vendedor Erfan, de 18 anos, disse esperar que o acordo principal seja assinado e que a economia seja reativada. Já o bancário Hossein Hagh Parast, de 31 anos, opinou: “Nosso governo talvez tenha chegado a um acordo com eles, mas o povo está insatisfeito porque eles matam iranianos, sobretudo crianças inocentes”.

O conflito começou em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra. Os bombardeios israelenses provocaram mais de 3.700 mortes desde março, segundo o governo libanês.

Uma fonte oficial libanesa disse que Beirute “não foi informado” sobre o acordo. O acordo impulsionou as Bolsas e derrubou os preços do petróleo. O barril do West Texas Intermediate recuava mais de 5%, cotado acima de 80 dólares. O Brent era negociado por quase 83 dólares.

“O que poderemos fazer é reduzir o custo da energia a longo prazo e criar prosperidade no Oriente Médio”, disse o vice-presidente dos EUA, JD Vance, ao canal Fox News.

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