15/07/2026
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Passagens aéreas sobem 11,2% em maio, aponta Anac

Passagens aéreas sobem 11,2% em maio, aponta Anac

O preço médio das passagens aéreas domésticas comercializadas no Brasil atingiu R$ 632,53 em maio de 2026. O valor representa uma alta de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Mesmo com as medidas do governo federal para tentar frear o impacto da alta do preço do petróleo no setor, o querosene de aviação (QAV) registrou aumento de 68,5% no período, o que elevou os preços das tarifas.

Os dados sobre tarifas aéreas domésticas são enviados mensalmente pelas empresas aéreas à Anac e divulgados após um processo de validação técnica. As informações consideram a data de venda do bilhete e correspondem exclusivamente ao valor do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias ou outros encargos. Os valores passam por atualização monetária pelo IPCA.

O aumento das passagens aéreas ocorre em um momento de pressão sobre os custos operacionais das companhias. O QAV, principal insumo do setor, é diretamente influenciado pelas cotações internacionais do petróleo, que seguem voláteis. A alta de 68,5% no preço do combustível superou as expectativas do mercado e anulou, na prática, os efeitos de medidas como a redução de impostos ou subsídios pontuais anunciados pelo governo.

Para os passageiros, o impacto é sentido no bolso. A tarifa média de R$ 632,53 em maio de 2026 representa um dos valores mais altos dos últimos anos para o período. Em maio de 2025, o mesmo indicador estava em cerca de R$ 568,00, já considerando a inflação do período. A Anac ressalta que os dados refletem apenas o valor do bilhete vendido, sem taxas extras, o que significa que o custo final para o consumidor pode ser ainda maior.

O levantamento da agência inclui todas as rotas domésticas operadas por empresas regulares no Brasil. A expectativa do setor é que os preços continuem pressionados enquanto o petróleo mantiver tendência de alta no mercado internacional. As companhias aéreas, por sua vez, avaliam ajustes na malha aérea e na oferta de assentos para tentar equilibrar as contas sem repassar integralmente os custos ao consumidor.

Sobre o autor: Centro de Noticias

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