15/05/2026
Gazeta Retina»Notícias»Anderson Reis rebate críticas ao curso de Juliano Cazarré

Anderson Reis rebate críticas ao curso de Juliano Cazarré

Anderson Reis rebate críticas ao curso de Juliano Cazarré

O pregador católico e terapeuta Anderson Reis se posicionou a favor do curso do ator Juliano Cazarré, intitulado “O Farol e a Forja”. A iniciativa, que aborda masculinidade e cristianismo, gerou debate nas redes sociais após críticas de artistas como Marjorie Estiano e Elisa Lucinda, que apontaram que o projeto reforça discursos de violência de gênero.

Para Reis, que estuda o comportamento masculino, o curso é uma das iniciativas mais necessárias da atualidade. “O título ‘Farol’ representa direção — e os homens perderam a direção em sua belíssima vocação, fracassando exatamente onde mais deveriam prosperar: na família”, afirmou.

O terapeuta, que atende online e há 23 anos dá palestras, disse que observa mulheres reclamando de maridos que se perderam em vícios como jogos e pornografia. “Tenho pacientes cujos esposos começam a jogar às 20h e só param entre duas e três da manhã. Não há diálogo, afeto, cumprimento dos deveres conjugais”, declarou.

Reis apontou que a raiz desses problemas está na ausência de uma boa paternidade. “O homem precisava de um pai presente. Precisava de alguém que lhe mostrasse o caminho das virtudes enquanto ainda era tempo de aprender”, disse. Ele completou que, sem referência, o homem vai cedendo aos poucos até não saber mais quem deveria ser.

O pregador também usou sua história pessoal como exemplo. Abandonado pelo pai aos três anos, sofreu abuso sexual e desenvolveu um vício em pornografia. “Repeti oito anos na escola e fui expulso de seis. Vivia exatamente aquilo que hoje vejo nos homens que chegam destruídos ao meu consultório”, relembrou. Ele atribui sua transformação às orações da mãe e ao estudo de teologia, filosofia e psicologia.

Hoje casado e com cinco filhos, Reis afirma que sua experiência serve como instrumento nos atendimentos. “Quando um homem ferido me olha e percebe que eu estive onde ele está, algo se abre nele”, destacou. Ele defende uma masculinidade centrada no amor, que leva o homem a servir à esposa, aos filhos e à sociedade.

Para o terapeuta, o declínio na vida dos homens é evidente. “Tudo desandou — vício em álcool, dependência de drogas, suicídio, depressão, pornografia, jogos. O homem está profundamente infeliz”, afirmou. Ele concluiu com um apelo: “Busque a Deus. Ame a sua esposa e os seus filhos. Você foi feito para muito mais”.

Sobre o autor: Centro de Noticias

Equipe editorial unida na produção e organização de conteúdos voltados a informar e orientar leitores.

Ver todos os posts →