31/07/2026
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Caiado compara Lulinha a Flávio Bolsonaro: ‘O rei protege o príncipe’

Caiado compara Lulinha a Flávio Bolsonaro: ‘O rei protege o príncipe’

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) comparou a abertura de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com os casos que envolveram Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada após o STF autorizar um inquérito contra o filho do presidente Lula (PT).

Caiado disse que o caso mostra um “filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver”. Ele afirmou que o país vive “uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe”. O ex-governador não citou o nome de Flávio Bolsonaro diretamente, mas disse que a declaração pode ser interpretada como “outro pai que protege outro filho”.

O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, após pedido da Polícia Federal na última sexta-feira (24). A PF apura possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização para comercialização de cannabis medicinal, com ligações no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência. A defesa de Lulinha nega qualquer ilegalidade.

Em transmissão nas redes sociais nesta quinta (30), Flávio Bolsonaro comentou as investigações envolvendo Lulinha no caso do INSS. Ele acusou o governo de interferir na PF para frear as apurações e comparou com os inquéritos contra bolsonaristas. “Para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente”, disse.

Outros políticos da oposição também criticaram Lula. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) postou uma notícia sobre o caso e escreveu: “Filho de Lula…. Lulinha é”. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou em rede social: “Cada enxadada uma minhoca”. Já o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), defendeu que tudo seja investigado “doa a quem doer”. Ele também criticou o uso do Ministério da Saúde como “balcão de negócio da família”.

O presidente Lula afirmou, em podcast nesta quinta, que não usará o cargo para proteger o filho. “Ele não tem o direito de errar. Não vão usar meu cargo para proteger [Lulinha]. Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra.”

Sobre o autor: Centro de Noticias

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